Workaholic – O homem escravizado, doente e atolado na Matrix Profissional

     por Mandrake – 2010

Workaholic é um fenômeno comportamental, ou melhor, uma faceta da matrix profissional que está cada vez mais crescente na sociedade, tendo maior incidência em organizações que possuem uma cultura extremamente competitiva.

Estar absorvido de maneira intensa com o trabalho, com longas jornadas diárias, carga horária de trabalho descomedida, ritmo veloz de se trabalhar e busca desenfreada de resultados são fortes indícios que podem contribuir para que o homem se torne workaholic.

É importante não confundir “trabalhar demais” com ser “viciado em trabalho”. Quem trabalha demais e distingue as fronteiras entre a vida profissional e a pessoal, consegue viver normalmente, quando não está trabalhando. Enquanto os viciados em trabalho, na maior parte dos casos, não têm vida pessoal e não conseguemviver tranquilamente fora do trabalho. Continuar lendo

“FERRO” por Henry Rollins

por Cenobita – 2010  – Vou postar aqui esse texto de altíssima qualidade do músico e apresentador Henry Rollins. Muito inspirador e que me ajudou bastante numa época em que andava desanimado de treinar.

“Acredito que a definição da definição é reinvenção. Não ser como seus pais. Não ser como seus amigos. Ser você mesmo. Completamente.

Quando eu era jovem, não tinha nenhuma noção de mim mesmo. Tudo o que eu era, era um produto de todo o medo e humilhação que sofri. Medo dos meus pais. A humilhação dos professores me chamando de “lata de lixo” e me dizendo que eu não passaria de um cortador de grama quando crescesse. E o terror total dos meus colegas da escola. Eu era ameaçado e espancado por causa da cor da minha pele e do meu tamanho. Eu era magrelo e desajeitado, e quando me provocavam eu não corria para casa chorando, imaginando o porquê. Eu entendia tudo aquilo muito bem. Eu estava ali para ser hostilizado. Nos esportes eu era motivo de riso. Um nerd. Eu era bom no boxe por causa da raiva que preenchia cada momento da minha vida, que me tornou selvagem e imprevisível. Eu lutava com uma estranha fúria. Os outros garotos achavam que eu era louco.

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Reflexões e Conselhos Úteis à Novatos na Real

por Matt Heafy  – 2011

Quando eu conheci a real, através dos blogs e da comunidade, eu estava passando por diversos infernos emocionais, mas mesmo assim, aquilo não era introjetado na minha mente da forma que deveria.

Apenas com uns 2 meses de leitura que eu comecei a perceber: Faltava refletir mais e ler com calma o conhecimento que estava sendo transmitido para mim.

Então, passei a ler os tópicos (na época, eu frequentava a OLODM, 2009) e os blogs (SK, Doutrina, EPOC) de maneira diferente. Eu lia com calma, e, a cada frase ou real transmitida, eu refletia sobre variados momentos da minha vida em que aquilo se encaixou, como aquilo
ocorreu e o que eu deveria ter feito realmente. Era algo até meio bizarro, pois, por exemplo, ao ler o famoso texto sobre os 31 motivos de não ser um cara legal com o doutrina, eu li ele de novo, e a cada um dos motivos, eu parava pra pensar onde aquilo se aplicava na minha vida.

Dito e feito: Começaram a surgir memórias de diversos matrixianismos, manginices e babaquices que eu fazia sem receber NADA EM TROCA!

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