A Real e o Perdão

por Thiago Sorine, 2013

Este é um tópico que há tempos já pensava em fazê-lo. Ficou um pouco grande, mas espero que gostem.

É claro que muitos aqui já são meio que “autodidatas” no Estudo da Real. Ou conheceram a Real por intermédio de amigos ou outras situações. Mas fato é, que muitos de nós conhecemos a Real e chegamos aqui, no pior estado emocional possível. Nos sentimos enganados, iludidos, frustrados, cheios de ódio, raiva, vingança, ao descobrirmos a verdade. Todos fomos machucados na vida. Todos fomos rejeitados por uma namorada, traídos por um amigo, passados para trás numa promoção, rejeitados pelos pais, ou vítimas de preconceito.

E acho que é natural sentir este tipo de coisa. É claro que com o tempo, a tendência é com os ensinamentos da Real, ir se desapegando e seguindo sua vida, se desenvolvendo, evoluindo, deixando estes sentimentos pra trás. Continuar lendo

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Frutos da discordância

por Nikolay – 2010

Estava lendo um texto no Blog RM “Controle Emocional IV – Paz Interior” e me despertei com o inicio do texto “Primeiro vamos à definição primária da palavra PAZ. PAZ é nada mais nada menos que AUSÊNCIA DE GUERRA!”

Comecei a escrever para criticar algumas lições e tal e deu nesse texto que irei postar, talvez sirva para algo.

Encontro a Paz no meio da guerra, nas minhas derrotas sofridas, nas minhas conquistas realizadas. Não consigo encontrar a paz estando fora de alguma disputa. Pois ficarei em paz para quê? Para alimentar meu ego? Para refletir sobre a vida, enquanto outros estão lutando para ter ela com dignidade? Só posso meditar sobre a vida após ter estado em algum duelo, como enfrentar a realidade nua e crua.

O problema são as pessoas que desejam estar em Paz sem querer sujar as mãos, isso é injusto, para que então vamos para as trincheiras da superação? Para conquistar vitórias que serão usadas como brindes para aqueles que tem medo de ir para o combate? Não, não sou assim.
Prefiro estar morto com o dever cumprido do que estar vivo tentando esquecer dos meus deveres! Continuar lendo

“FERRO” por Henry Rollins

por Cenobita – 2010  – Vou postar aqui esse texto de altíssima qualidade do músico e apresentador Henry Rollins. Muito inspirador e que me ajudou bastante numa época em que andava desanimado de treinar.

“Acredito que a definição da definição é reinvenção. Não ser como seus pais. Não ser como seus amigos. Ser você mesmo. Completamente.

Quando eu era jovem, não tinha nenhuma noção de mim mesmo. Tudo o que eu era, era um produto de todo o medo e humilhação que sofri. Medo dos meus pais. A humilhação dos professores me chamando de “lata de lixo” e me dizendo que eu não passaria de um cortador de grama quando crescesse. E o terror total dos meus colegas da escola. Eu era ameaçado e espancado por causa da cor da minha pele e do meu tamanho. Eu era magrelo e desajeitado, e quando me provocavam eu não corria para casa chorando, imaginando o porquê. Eu entendia tudo aquilo muito bem. Eu estava ali para ser hostilizado. Nos esportes eu era motivo de riso. Um nerd. Eu era bom no boxe por causa da raiva que preenchia cada momento da minha vida, que me tornou selvagem e imprevisível. Eu lutava com uma estranha fúria. Os outros garotos achavam que eu era louco.

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Reflexões e Conselhos Úteis à Novatos na Real

por Matt Heafy  – 2011

Quando eu conheci a real, através dos blogs e da comunidade, eu estava passando por diversos infernos emocionais, mas mesmo assim, aquilo não era introjetado na minha mente da forma que deveria.

Apenas com uns 2 meses de leitura que eu comecei a perceber: Faltava refletir mais e ler com calma o conhecimento que estava sendo transmitido para mim.

Então, passei a ler os tópicos (na época, eu frequentava a OLODM, 2009) e os blogs (SK, Doutrina, EPOC) de maneira diferente. Eu lia com calma, e, a cada frase ou real transmitida, eu refletia sobre variados momentos da minha vida em que aquilo se encaixou, como aquilo
ocorreu e o que eu deveria ter feito realmente. Era algo até meio bizarro, pois, por exemplo, ao ler o famoso texto sobre os 31 motivos de não ser um cara legal com o doutrina, eu li ele de novo, e a cada um dos motivos, eu parava pra pensar onde aquilo se aplicava na minha vida.

Dito e feito: Começaram a surgir memórias de diversos matrixianismos, manginices e babaquices que eu fazia sem receber NADA EM TROCA!

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